domingo, 3 de junho de 2012

POESIA

BARÃO DE ITARARÉ (*)



Carta Branca





Pobre de mim! que, em vão, ansioso, espero

Notícias de meu bem, que está distante.

O meu amor aumenta a cada instante

E cada vez me torno mais sincero



Por ser assim, bondoso e tolerante,

Assim me paga o quanto bem lhe quero.

Talvez se eu fosse um pouco mais severo,

Seria ela mais meiga, mais constante.



E há tanta moça aqui nesta cidade...

E eu tão triste, curtindo esta saudade,

Que o pranto dos meus olhos não se estanca.



Se a desalmada, ao menos, me mandasse

Uma cartinha, p'ra secar-me a face...

Se me mandasse, ao menos, carta branca...













(*) APARÍCIO TYORELLY = Gaúcho de SÃO LEOPOLDO = 1895 / 1971

Poema publicado sob o pseudônimo de Apporelly

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