domingo, 27 de maio de 2012


P I A D A S


A mãe chega com seu filho no pediatra e diz:
- Doutor essa criança está com febre há mais de 07 dias, garganta … cada dia que passa inflama ainda mais… me mostre uma solução.”
O Doutor,apenas diz pra mãe:
- Vá pra aquele quarto e vai logo tirando a roupa…
A Mãe surpresa:
- Mas Doutor quem tá doente é a criança, não sou eu!
- Olha, a criança não tem jeito não… vamos ter que fazer outra.

Um homem fala para a recepcionista da clínica:
- Quero falar com o doutor Pedro.
- O senhor tem hora?
O sujeito olha para o relógio e diz:
- Sim. São duas e meia.
- Não, eu quero saber se o senhor é paciente.
- O que a senhora acha? Faz seis meses que ele não me paga o aluguel do consultório…

O português foi ao médico e depois de vários exames, o doutor lhe receitou três remédios. Uma semana depois, ele tinha piorado consideravelmente e estava na cama agonizando quando resolveu chamar o médico novamente.
- O senhor comprou todos os remédios que eu lhe passei? – perguntou o médico, inconformado.
- Mas é claro que eu comprei, doutor! Comprei naquele dia mesmo…
- E tomou todos direitinho?
- Tomar de que jeito? Em todos os frascos estava escrito: mantenha sempre fechado!

PRAIAS DO NORDESTE

Praia de Maramar-PI

PRAIA DO NORDESTE

Praia de Atalaia-PI

PRAIAS DO NORDESTE

Praia de Atalaia-PI

PRAIAS DO NORDESTE

Praia de Atalaia-PI

PRAIAS DO NORDESTE

Praia de Atalaia-PI

CRÔNICA


AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA
BELO HORIZONTE-MG  =  1937
Na Espera Do Amanhã

Vou dizer uma coisa banal: sem o mito do amanhã não existiríamos.
Digo e assumo essa fundamental banalidade. Não fora o amanhã secaríamos à beira dos caminhos. O amanhã é que fermenta o hoje, que fermenta o ontem.
Por que migram as aves sobre os oceanos?
Por que os peixes sobem cachoeiras procurando as nascentes do futuro?
Os animais, aves e insetos ao redor, nos dão lição de aurora.
Ganhei duas crisálidas de borboletas. Aprendi a ver nesses casulos as asas que se desenharão em algum céu. Seguro nas mãos essas formas vivas disfarçadas de vegetal. Imagino o futuro dessas células. Mas tal imaginação não é privilégio só meu. No meu quarto, dependuradas num vaso de samambaia, duas crisálidas me contemplam a mim. Elas sabem, mais que eu, a que horas duas estupendas borboletas sairão do útero do tempo para esbaterem contra as vidraças do dia.
A trepadeira no terraço, que avança dois-três contímetros cada jornada, seguindo o fio de náilon do tempo, me ensina a direção das coisas. O vento sopra pelas costas de suas folhas e ela navega verde na pilastra como uma caravela reinventando seu concreto mar.
O suicida é o que decretou a morte do amanhã.
O idealista é o viciado que toma o amanhã nas veias, aspira-o, esfrega-o nos olhos e gengivas.
No entanto, dizemos: "está difícil", "a vida está dura", "assim não é possível", "esse país não tem mais jeito", mas no dia seguinte, amarfanhados, caminhamos junto ao mar para saudar a aurora.
Sábia é a natureza, nos dizem. Olhai os lírios do campo, eles passam a vida tecendo e fiando a manhã. E o jardineiro que parece um perverso podador, tão-somente antecipa a floração da vida com suas lâminas de dor.
Em busca do amanhã as cobras perdem sua pele.
Penas caem na muda da plumagem airosa dos airões.
Cães ladram pressentindo o terremoto, que os homens sequer percebem. Os cães, quando uivam para a Lua, estão à sua maneira saudando o cio das madrugadas.
Em busca do amanhã uma nave passou por Marte e segue rumo a Urano.
Alguns pré-videntes já estão legislando a constituição do amanhã. E se acabarem com o amanhã aqui, ele continuará com outros seres menos ferozes em outras galáxias, mais humanas, talvez.
É assim que Penélope tecia e destecia seu amor nos fios da madrugada esperando Ulisses atracar na enseada.
É assim que Sísifo- o mais otimista dos deuses condenados- sempre rolava montanha acima a pedra que sempre rolava montanha abaixo.
É assim que Fênix- a fabulosa ave queimada nos desertos da Arábia- renascia das próprias cinzas e cantava transfigurada.
Deus é o renovado amanhã.
O que fazem os amantes pelos bares e praias, junto às árvores de noturnas ruas e nos leitos secretos, senão cumprir o ritual de crença no amanhã.
E o ano mais uma vez termina. E estamos comendo e bebendo as horas que faltam e ansiando por um novo dia. Também são assim os primitivos, quando celebram o potlach. Vão destruindo os objetos, as memórias que ficaram para reinaugurarem um ano novo.
Oh, amanhã! Os que vão viver te saúdam.


GRANDES PINTORES

EDWARD HOPPER = EUA, 1882-1967

GRANDES PINTORES

EDWARD HOPPER = EUA, 1882-1967

GRANDES PINTORES

EDWARD HOPPER = EUA, 1882-1967

GRANDES PINTORES

EDWARD HOPPER = EUA, 1882-1967

CAPITAIS NORDESTINAS

SALVADOR-BA

CAPITAIS NORDESTINAS

 SALVADOR-BA 

CAPITAIS NORDESTINAS

SALVADOR-BA

FRASES


F  R  A  S  E  S


O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter a coragem
de ir colhê-la à beira de um precipício.
(STHENDAL)

Quando não se tem a coragem de viver como
se pensa, acaba-se por pensar como se vive.
(VICTÓRIA OCAMPO)

“O espírito que pensa no que pode temer, começa
a temer o que começa a pensar.”
(FRANCISCO DE QUEVEDO)

“A inocência é sempre acompanhada
de sua própria luz.”
(PUBLÍLIO SIRO)

“Quando conhecer sua alma, pintarei seus olhos. ”
(AMEDEO MODIGLIANI )

“Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar
e voltar sempre inteira.”
[CECÍLIA MEIRELES]

“Em que espelho ficou perdida a minha face?”
(CECÍLIA MEIRELES)

“Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.”
(JOSÉ SARAMAGO)

A vida não consiste em ter boas cartas na mão
E sim em jogar bem as que se tem.
(JOSH BILLINGS)

GRANDES PINTORES

AUGUST MACKE = Alemanha, 1887-1914

GRANDES PINTORES

AUGUST MACKE = Alemanha, 1887-1914

GRANDES PINTORES

AUGUST MACKE = Alemanha, 1887-1914

POESIAS


ABGAR RENAULT
BARBACENA-MG  =  1901 – 1995






O que eu perdi não foi um sonho bom,
não foi o fruto a embebedar meus lábios,
não foi uma canção de raro som,
nem a graça de alguns momentos sábios.


O que eu perdi, como quem perde uma outra infância,
foi o sentido do enternecimento,
foi a felicidade da ignorância, foi, em verdade,
na minha carne e no meu pensamento,
a última rubra flor do fim da mocidade.


E dói - não esse gesto ausente, a que se apagam
as flores mais solares, mas uma hora,
- flor de momento numa breve aurora -
hora longínqua, esquiva e para sempre morta,
em cuja escura, inacessível porta
noturnos olhos cegamente vagam.

CAPITAIS NORDESTINAS

RECIFE-PE = Av. Dantas Barreto