sábado, 4 de agosto de 2012
FRASES DE GRANDES PENSADORES
"O rio atinge seus objetivos,
porque aprendeu a contornar obstáculos."
LAO-TSÉ
LAO-TSÉ
"O homem que não pode acreditar
em si mesmo não
pode acreditar em mais nada."
ROY L. SMITH
ROY L. SMITH
"Já que você tem que pensar de
qualquer
forma, pense grande."
DONALD TRUMP
DONALD TRUMP
"O prêmio por uma coisa bem
feita é tê-la feito."
RALPH WALDOO EMERSON
RALPH WALDOO EMERSON
"As boas idéias não tem idade,
apenas têm futuro."
ROBERT MALLET
ROBERT MALLET
"Toda crueldade resulta da
fraqueza."
SÊNECA
SÊNECA
"O mais importante neste mundo
não é tanto onde
estamos, mas em que direção nos
movendo."
O. W. HOLMES
O. W. HOLMES
"Só podemos alcançar um grande
êxito quando nos
mantemos fiéis a nós mesmos."
FRIEDRICH NIETZSCHE
FRIEDRICH NIETZSCHE
"Quem nunca um erro cometeu,
também nunca algo descobriu."
REGINA SHULTZ
REGINA SHULTZ
"O preço pela perfeição é a
prática constante."
ANDREW CARNEGIE
ANDREW CARNEGIE
CRÔNICA = Eustórgio Wanderley
EUSTÓRGIO WANDERLEY
RECIFE-PE
= 1882-1962
Padre Machado
Não há muitos anos havia no Recife uma figura
inconfundível de sacerdote que se tornou popularíssima: era a do padre Machado.
Aliás, padre Manuel Machado. Poucas pessoas, entretanto, lhe sabiam o nome de
batismo. Era conhecido apenas pelo nome de família. E ele costumava dizer, com
o largo sorriso que lhe entreabria sempre os lábios grossos da boca franca das
pessoas generosas e joviais:
- Eu sou um machado que não corta lenha.
Salvo se for para botar no fogão dos pobres que não tenham com que ferver a
água para o seu ralo cafezinho...
E assim era. Nesses momentos ele seria até capaz de
se transformar de machado em lenha contanto que socorresse a um pobre.
JAMAIS TEVE DINHEIRO SEU
Sem ser franciscano, parece haver feito o voto de
absoluta pobreza, nada tendo de seu, ou antes: o que tinha - o que lhe davam -
pertencia aos necessitados. Por mais de uma vez, recebendo em envelope fechado
a espórtula da missa que havia celebrado, a entregava toda, sem mesmo averiguar
quanto continha - ao primeiro pobre que lhe pedisse uma esmola!
Os motoristas dos automóveis, que o conheciam e o
estimavam, não lhe cobravam as viagens e, ao contrário, quando o encontravam a
pé pelas ruas - sobraçando pesados embrulhos de mantimentos, de roupas usadas
que ele pedia para distribuir aos pobres - o convidavam para tomar lugar nos
seus carros. Igualmente os condutores dos bondes não lhe cobravam a passagem.
Quando algum, não o conhecendo ainda, fazia a cobrança, o padre Machado depois
de procurar em vão, nos bolsos da velha batina, dizia, sinceramente surpreso:
- E, não é que me esqueci do dinheiro?!... Vou
descer do bonde...
E o condutor não consentia que ele descesse. Mesmo
algum passageiro - e, às vezes, até mais de um - fazia questão de pagar a
passagem do querido padre Machado, sempre despreocupado de si mesmo, tão grande
era sua preocupação com a sorte dos infelizes.
Prevendo esses esquecimentos do filho, sua
veneranda genitora lhe punha sempre no bolso alguns níqueis. Acontece, porém,
que ele, chegando à rua e ouvindo o tilintar das moedas, as entregava aos
primeiros pedintes que lhe estendessem a mão...
LEVANDO A EXTREMA-UNÇÃO
Certa vez, alta noite, um grupo de rapazes boêmios
o viu entrar em um sobrado... suspeito, na rua da Moeda. Esperaram que ele
saísse para o pilheriarem.
E assim o fizeram. Padre Machado os ouviu em
silêncio.
Chegando mais adiante, encontrou um guarda-noturno
e pediu:
- Senhor guarda: Faça-me o obséquio de me
acompanhar e mais alguns moços a um sobrado ali adiante...
O guarda o acompanhou. O grupo dos boêmios ainda
ali estava, comentando, desprimorosa e maliciosamente, a entrada do reverendo
naquele sobrado de má fama...
Aproximando-se do grupo lhe diz o padre:
- Quero pedir aos meus jovens amigos o favor de me
acompanharem até lá em cima.
Os rapazes o acompanharam. Lá em cima depararam com
uma pobre mulher morta, enquanto suas companheiras, ajoelhadas em volta
do leito mortuário, rezavam, chorando... Apontando aquela cena pungente
explicou o virtuoso padre:
- Vêem os nobres amigos? Vim aqui trazer Jesus
Cristo, na extrema-unção, àquela pobre pecadora que acaba de falecer.
Os jovens boêmios não riram mais do padre Machado
e, arrependidos do mau juízo que haviam feito, lhe pediram, humildemente,
perdão.
(Wanderley, Eustórgio. Tipos populares do Recife antigo. 1ª e 2ª série, 2ª ed. Recife, Colégio Moderno, 1953-1954)
POESIA = Manuel Bandeira
MANUEL BANDEIRA
RECIFE-PE =
1886 1968
Momento
Num Café
Quando o
enterro passou
Os homens
que se achavam no café
Tiraram o
chapéu maquinalmente,
Saudavam o
morto distraídos,
Estavam
todos voltados para a vida,
Aberto na
vida,
Confiantes
na vida.
Um no
entanto se descobriu num gesto largo e demorado,
Olhando o
esquife longamente,
Este sabia
que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida
é traição,
E saudara
a matéria que passava,
Liberta
para sempre da alma extinta.
POESIA = Lucas Tenório
LUCAS TENÓRIO
RECIFE-PE =1969
Recife
Cidade dos meus sonhos de menino
Estás a meio tempo das estrelas
De teus montes é mais fácil percebê-las
Da tua terra verte o sol do meu destino.
Os rios que te cortam suavemente,
No reflexo que esbanja a tua alma,
Pintam as pontes com leveza e calma,
Onde passam com beleza tuas gentes.
No reflexo que esbanja a tua alma,
Pintam as pontes com leveza e calma,
Onde passam com beleza tuas gentes.
És cidade dos que morrem de amores
Dos poetas, dos artistas, enfim do povo
Ó planície onde cantam tuas dores!
Dos poetas, dos artistas, enfim do povo
Ó planície onde cantam tuas dores!
Sob a lua incandescente de tuas matas
Imortal como és, pousas de novo
Escudela dos Dragões Iconoclastas.
Imortal como és, pousas de novo
Escudela dos Dragões Iconoclastas.
CRÔNICA = Carlos Drummond de Andrade
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
ITABIRA-MG =
1902-1987
Areia Branca
O lotação ia de Copacabana para o centro, com lugares vazios, cada
passageiro pensando em sua vida; é o gênero de transporte onde menos viceja a
flor da comunicação humana. Quando, em Botafogo, ouviu-se a voz de um senhor lá
atrás:
- Olhe aqui, vou atender a você, mas não faça mais isso, ouviu? É muito
feio pedir dinheiro aos outros. Na sua idade, eu já dava duro e ajudava em
casa.
E passou a nota ao rapazinho de quinze anos, se tanto, que a recolheu
com humildade. O homem continuava, agora dirigindo-se a outro passageiro:
- Está vendo? Fica essa garotada aí vivendo de expediente, encontra uns
sujeitos como eu, que vão na conversa, e depois...
- Isso é um país sem solução, comentou o vizinho. Não há escola
profissional para os meninos, andam jogados ao deus-dará, enquanto o governo só
faz besteira. Não vê o porta-aviões?
O rapazinho não parecia interessado na crítica ao Governo, e mudou de
lugar. Foi para junto de outro senhor e expôs-lhe o problema, baixinho.
- Como é?
- Areia Branca. Lá é minha terra. Tou querendo voltar, falta só 27
cruzeiros...
O homem puxou lentamente a carteira, lentamente extraiu uma nota,
passou-a ao rapazinho.
- Está vendo? - comentou o senhor do fundo. - Aquele ali caiu também,
quem é que não cai? Aposto que esse menino não vai pedir àquela senhora da
esquerda. Mulher não vai na onda, só tem pena de aleijado e de velhinho.
De fato, o postulante deixou de lado a senhora e a moça que havia no
carro, e foi contar a história mais adiante (com êxito) a outro representante
do sexo frágil, isto é, masculino.
- Oba! Já tenho 20, daqui a pouco posso ir para Areia Branca.
E foi sentar-se ao lado de outro jovem que, pelos cadernos de capa
grossa na mão, se revelava colegial.
- Quer me ajudar? Então inteire minha passagem para Areia Branca.
Não era pedido; era recomendação, em tom natural, tão natural que o
estudante não discutiu. Sacou do bolso o macinho de notas miúdas - dinheiro do
sorvete e da volta, - contou-as uma por uma, e estendeu cinco.
- Se você quer ajudar, inteira logo. Mais dois.
O outro passou-lhe os dois, que esperara inutilmente salvar da
requisição, e, à guisa de agradecimento, o beneficiado esticou o dedo:
- Espia só o mar: que estouro! Areia Branca é do outro lado.
E levantou-se mais uma vez, foi ao motorista, curvou-se, passou-lhe o
braço nas costas, numa conversa particular e macia. O senhor de trás, moralista
e observador implacável, ia-lhe acompanhando as evoluções:
- Olha só o garoto. Aposto que cantou o motorista para uma carona.
O motorista - de queixo comprido, lembrando agradavelmente o velho
atacante Ademir - sem volver o rosto, foi dizendo:
- Cai fora, coisinha.
- Eu não disse? - comentou o de trás, satisfeito com a própria agudeza.
O lotação parou, o meninote desceu. Ai, intervém a senhora, até então
muda e queda como penedo:
- Garanto que agora ele vai tomar outro lotação para Copacabana, e
repetir o golpe.
- Não duvido nada - secundou o moralista, meio desapontado porque não
lhe havia ocorrido esse desenvolvimento.
O rapazinho atravessou a rua - era no contorno do Morro da Viúva - e
parou à espera, na calçada.
- Vejam só - continuava exclamando o homem. - Vem com essa conversa de
Areia Branca, Areia Branca, um nome tão poético, lembra o Caymmi, a gente não
resiste mesmo. Se ele dissesse que queria voltar para Areia Preta, essa não, eu
pensava naquela praia do Espírito Santo, em reumatismo, não soltava um níquel.
Mas Areia Branca, esse moleque é impossível!
(Elenco de Cronistas - “A Bolsa & A Vida”)
FRASES ENGRAÇADAS
Marido é igual a menstruação: Quando chega, incomoda;
Quando atrasa, preocupa"
"Chifre é igual a consórcio: quando você menos espera, é contemplado."
Mulher feia é igual a ventania, só quebra galho.
"Casamento que começa em motel , termina em "pensão"!
"Homem é igual a caixa de isopor: é só encher de
"Chifre é igual a consórcio: quando você menos espera, é contemplado."
Mulher feia é igual a ventania, só quebra galho.
"Casamento que começa em motel , termina em "pensão"!
"Homem é igual a caixa de isopor: é só encher de
cerveja que você leva pra qualquer
lugar."
"A diferença entre a mulher e o homem?? A mulher está
"A diferença entre a mulher e o homem?? A mulher está
sempre pronta para o que der e vier e o homem
está sempre pronto para quem vier e der."
"Malandro é o pato, que já nasce com os
"Malandro é o pato, que já nasce com os
dedos colados para não pôr aliança."
"Devo tanto que se eu chamar minha mulher
"Devo tanto que se eu chamar minha mulher
de "Meu Bem" o banco toma!!"
Tudo é relativo. O tempo que dura um minuto depende
Tudo é relativo. O tempo que dura um minuto depende
de que lado da porta do banheiro você está.
Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na
Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na
cabeça é pouco; na sopa, é muito!
Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais,
Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais,
eles cavam... Não é bonito, mas é profundo.
"Não adianta ser rico e usar roupas caras e de marca
"Não adianta ser rico e usar roupas caras e de marca
se o melhor da vida a gente faz pelado"
PIADA
O
Amendoim
O rapaz vai com
um amigo no estádio assistir um jogo de futebol.
Como a casa da avó velhinha fica no caminho ele resolve dar uma passadinha para cumprimentá-la. Aproveitando a presença do neto, a velhinha pede para ele consertar um vazamento na pia da cozinha.
Como a casa da avó velhinha fica no caminho ele resolve dar uma passadinha para cumprimentá-la. Aproveitando a presença do neto, a velhinha pede para ele consertar um vazamento na pia da cozinha.
Enquanto isso ela
leva o amigo do neto para a sala e oferece-lhe uma bebida.
Junto com o copo está um pratinho de amendoins, já descascados, que o rapaz come sem parar, um por um. Tarde demais ele percebe que comeu tudo que havia no prato.
Junto com o copo está um pratinho de amendoins, já descascados, que o rapaz come sem parar, um por um. Tarde demais ele percebe que comeu tudo que havia no prato.
Na hora de ir
embora ele agradece calorosamente a avó do amigo:
- ...e obrigado pelo amendoim! Espero não ter
abusado, não lhe deixei nenhum, desculpe!
A vovó, amável,
responde:
- Não tem
problema, meu filho. De qualquer jeito não posso comê-los... Depois que perdi
meus dentes eu só lambo o chocolate que vem em volta.
POESIA = Fernando Pessoa
FERNANDO PESSOA
PORTUGAL = 1888-1935
Momento
imperceptível,
Que coisa foste,
que há
Já em mim
qualquer coisa
Que nunca
passará?
Sei que,
passados anos,
O que isto é
lembrarei,
Sem saber já o
que era,
Que até já o não
sei.
Mas, nada só que
fosse,
Fica dele um
ficar
Que será suave
ainda
Quando eu o não
lembrar.
POESIA
BASTOS
TIGRE
RECIFE-PE = 1882
/ 1957
A
Concetta
Na minha longe, alegre juventude
Quando tu eras um brotinho e eu era
Estouvado e sem juízo – era uma “fera”
(Só não fiz as tolices que não pude...)
Tu foste o sol de minha primavera.
Veio após a estação
Dos arroubos da rubra mocidade
E eu entrando no lar com a claridade
Solar – 40 graus à sombra, insolação!...
Via, suando... frio que, em verdade,
Eras o sol do meu verão.
Mas do teu coração senhor e dono,
Continuei, entretanto, teu vassalo.
E, rainha, pregavas do teu trono,
E o teu sermão eu tinha de escutá-lo.
Mas foste o sol do meu outono.
Hoje, velhinhos, há quarenta e quatro
Anos na mesma jaula recolhidos
Eu, sem cafés, sem caixas de teatro,
Sem da boêmia, o delicioso inferno,
Em verso, aqui murmuro aos teus ouvidos:
- Tu és o sol do meu inverno.
PIADAS
Piadas De
Bêbados
O bêbado está levando a maior dura do
delegado:
- Quer dizer que o senhor estava envolvido na briga desses pilantras?
- Quem? Eu? De... hic... jeito nenhum, dotô delegado. Eu sou da...
hic... paz!
- Então porque os policiais trouxeram o senhor pra cá?
- Eles trouxeram... hic... não... fui eu que quis vir...
- Não entendi!
- Tava a maior... hic... briga no bar! Aí encostou o camburão... hic...
e um polícia gritou... hic... "É cana pra todo mundo!". Aí eu falei: "Tô dentro!".
- Quer dizer que o senhor estava envolvido na briga desses pilantras?
- Quem? Eu? De... hic... jeito nenhum, dotô delegado. Eu sou da...
hic... paz!
- Então porque os policiais trouxeram o senhor pra cá?
- Eles trouxeram... hic... não... fui eu que quis vir...
- Não entendi!
- Tava a maior... hic... briga no bar! Aí encostou o camburão... hic...
e um polícia gritou... hic... "É cana pra todo mundo!". Aí eu falei: "Tô dentro!".
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O cara saiu da boate do jeito que o diabo
gosta: num pileque de juntar criança.
Mal pisou na calçada, deu um violento encontrão num sujeito grandão, vestindo um uniforme cheio de galões.
Não se dando por achado, foi logo gritando:
- Olha aí, ô meu, me chama um táxi.
O outro ficou indignado:
- Que táxi, coisa nenhuma! Eu sou almirante!
- Então me chama um navio, pô!
Mal pisou na calçada, deu um violento encontrão num sujeito grandão, vestindo um uniforme cheio de galões.
Não se dando por achado, foi logo gritando:
- Olha aí, ô meu, me chama um táxi.
O outro ficou indignado:
- Que táxi, coisa nenhuma! Eu sou almirante!
- Então me chama um navio, pô!
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O bêbado entra num velório e ouve a viúva,
entre lágrimas e soluços, comentando:
- Meu marido era tão bom... Morreu como um passarinho!
Logo em seguida, outro bêbado entra também e encosta ali perto.
- Como foi que ele morreu, hein?
E o primeiro responde de bate-pronto:
- Parece que foi com um estilingada...
- Meu marido era tão bom... Morreu como um passarinho!
Logo em seguida, outro bêbado entra também e encosta ali perto.
- Como foi que ele morreu, hein?
E o primeiro responde de bate-pronto:
- Parece que foi com um estilingada...
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Três bêbados bebem literalmente até cair.
Quando dois deles acordam, descobrem
que o terceiro morreu durante a noite.
Depois, no funeral, eles olham para o amigo no caixão.
- Puxa, o Zeca tá com uma aparência tão boa... - diz um deles.
- Claro - diz o outro. - O que você queria? Faz dois dias que ele não bebe...
Depois, no funeral, eles olham para o amigo no caixão.
- Puxa, o Zeca tá com uma aparência tão boa... - diz um deles.
- Claro - diz o outro. - O que você queria? Faz dois dias que ele não bebe...
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Um sujeito completamente bêbado começa a
fazer o maior escândalo numa festa.
Um dos convidados tenta ajudar:
- O senhor não quer tomar um táxi e ir embora?
- Pra mim, chega! Não quero tomar mais nada por hoje!
Um dos convidados tenta ajudar:
- O senhor não quer tomar um táxi e ir embora?
- Pra mim, chega! Não quero tomar mais nada por hoje!
FRASES DE GRANDES PENSADORES
"Cultive
o hábito da preferência pelas pessoas que são
gratas
pelo fato dos espinhos conterem rosas, mais
do
que pelas pessoas que vivem se queixando
de
que as rosas têm espinhos."
THELMA GUTTYERRE
THELMA GUTTYERRE
"Além
da terra, além do infinito, eu procurava em
vão
o céu e o inferno. Mas uma voz interior me
disse:
O céu e o inferno estão em ti mesmo."
OMAR KHÁYYÁM
OMAR KHÁYYÁM
"O
êxito de um bom dito depende mais do ouvido
que
o escuta do que da boca que o diz."
SHAKESPEARE
SHAKESPEARE
"Não
foi o fato de teres mentido, mas o de não poder
crer
em ti, que me abalou profundamente."
NIETZCHE
NIETZCHE
"Um
hábito não pode ser jogado pela janela; tem de ser
obrigado
a descer a escada, um degrau de cada vez."
MARK TWAIN
MARK TWAIN
"Deixem
a trilha conhecida de vez em quando e entrem pela floresta,
certamente encontrarão alguma coisa que nunca viram."
ALEXANDRE G. BELL
certamente encontrarão alguma coisa que nunca viram."
ALEXANDRE G. BELL
"A
arte da aposentadoria não é aposentar-se de alguma
coisa,
e sim aposentar-se para alguma coisa."
HARRY EMERSON FORDICK
HARRY EMERSON FORDICK
"O
primeiro passo para o conhecimento é
sabermos
que somos ignorantes."
CÍCERO
CÍCERO
"É
a doença de não escutar, o mal de não
observar
que me aflige."
SHAKESPEARE
SHAKESPEARE
"Considerando-se
tudo, o homem nunca fala de si
sem
perder alguma coisa; suas acusações a
si
mesmo são sempre acreditáveis,
seus
elogios nunca."
MONTAIGNE
MONTAIGNE
"A
boa educação consiste em esconder o bom
conceito
que temos de nós e o mau
conceito
que temos dos outros."
MARK TWAIN
MARK TWAIN
CONTO
IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO
ARARAQUARA-SP = 1935
O Homem Cuja Orelha Cresceu
Estava escrevendo, sentiu a orelha pesada. Pensou que
fosse cansaço, eram 11 da noite, estava fazendo hora-extra. Escriturário de uma
firma de tecidos, solteiro, 35 anos, ganhava pouco, reforçava com extras. Mas o
peso foi aumentando e ele percebeu que as orelhas cresciam. Apavorado, passou a
mão. Deviam ter uns dez centímetros. Eram moles, como de cachorro. Correu ao
banheiro. As orelhas estavam na altura do ombro e continuavam crescendo. Ficou
só olhando. Elas cresciam, chegavam a cintura. Finas, compridas, como fitas de
carne, enrugadas. Procurou uma tesoura, ia cortar a orelha, não importava que
doesse. Mas não encontrou, as gavetas das moças estavam fechadas. O armário de material
também. O melhor era correr para a pensão, se fechar, antes que não pudesse
mais andar na rua. Se tivesse um amigo, ou namorada, iria mostrar o que estava
acontecendo. Mas o escriturário não conhecia ninguém a não ser os colegas de
escritório. Colegas, não amigos. Ele abriu a camisa, enfiou as orelhas para
dentro. Enrolou uma toalha na cabeça, como se estivesse machucado.
Quando chegou na pensão, a orelha saia pela perna da
calça. O escriturário tirou a roupa. Deitou-se, louco para dormir e esquecer. E
se fosse ao médico? Um otorrinolaringologista. A esta hora da noite? Olhava o
forro branco. Incapaz de pensar, dormiu de desespero.
Ao acordar, viu aos pés da cama o monte de uns trinta
centímetros de altura. A orelha crescera e se enrolara como cobra. Tentou se
levantar. Difícil. Precisava segurar as orelhas enroladas. Pesavam. Ficou na
cama. E sentia a orelha crescendo, com uma cosquinha. O sangue correndo para
lá, os nervos, músculos, a pele se formando, rápido. Às quatro da tarde, toda a
cama tinha sido tomada pela orelha. O escriturário sentia fome, sede. Às dez da
noite, sua barriga roncava. A orelha tinha caído para fora da cama. Dormiu.
Acordou no meio da noite com o barulhinho da orelha
crescendo. Dormiu de novo e quando acordou na manhã seguinte, o quarto se
enchera com a orelha. Ela estava em cima do guarda-roupa, embaixo da cama, na
pia. E forçava a porta. Ao meio-dia, a orelha derrubou a porta, saiu pelo
corredor. Duas horas mais tarde, encheu o corredor. Inundou a casa. Os hospedes
fugiram para a rua. Chamaram a polícia, o corpo de bombeiros. A orelha saiu
para o quintal. Para a rua.
Vieram os açougueiros com facas, machados, serrotes. Os açougueiros trabalharam o dia inteiro cortando e amontoando. O prefeito mandou dar a carne aos pobres. Vieram os favelados, as organizações de assistência social, irmandades religiosas, donos de restaurantes, vendedores de churrasquinho na porta do estádio, donas-de-casa. Vinham com cestas, carrinhos, carroças, camionetas. Toda a população apanhou carne de orelha. Apareceu um administrador, trouxe sacos de plástico, higiênicos, organizou filas, fez uma distribuição racional.
Vieram os açougueiros com facas, machados, serrotes. Os açougueiros trabalharam o dia inteiro cortando e amontoando. O prefeito mandou dar a carne aos pobres. Vieram os favelados, as organizações de assistência social, irmandades religiosas, donos de restaurantes, vendedores de churrasquinho na porta do estádio, donas-de-casa. Vinham com cestas, carrinhos, carroças, camionetas. Toda a população apanhou carne de orelha. Apareceu um administrador, trouxe sacos de plástico, higiênicos, organizou filas, fez uma distribuição racional.
E quando todos tinham levado carne para aquele dia e
para os outros, começaram a estocar. Encheram silos, frigoríficos, geladeiras.
Quando não havia mais onde estocar a carne de orelha, chamaram outras cidades.
Vieram novos açougueiros. E a orelha crescia, era cortada e crescia, e os
açougueiros trabalhavam. E vinham outros açougueiros. E os outros se cansavam.
E a cidade não suportava mais carne de orelha. O povo pediu uma providência ao
prefeito. E o prefeito ao governador. E o governador ao presidente.
E quando não havia solução, um menino, diante da rua
cheia de carne de orelha, disse a um policial: "Por que o senhor não mata
o dono da orelha?"
O texto acima foi extraído do livro "Os melhores contos de Ignácio
de Loyola Brandão",
seleção de Deonísio da Silva, Global Editora — São Paulo, 1993, pág.
135.
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